Não teriam parado num café, para esperar que a chuva parasse ou acalmasse; os óculos dela não teriam embaciado; Ele não teria inventado conversa da treta para justificar o embaraço; Ela não lhe teria perguntado o nome; Ele não saberia o dela. Os números não teriam sido trocados.
Nenhum dos dois telefonaria ao outro e tudo estaria na mesma.
Tivesse o vento soprado mais fraco e ele saíria de casa no exacto momento em que ela saia da loja onde trabalhava...E talvez, talvez, ele e ela ter-se-iam encontrado no exacto momento em que o vento ficaria forte e um guarda-chuva os fizesse chocar.
Mas o vento soprou forte e ele ficou em casa e ela colou-se á porta de vidro da loja, os dois á espera que a chuva e a ventania acalmassem.
E o sonho não deu lugar à realidade.
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1 comentário:
Poix...não sei que escrever. Sei apenas que deves ser uma pessoa muito linda.Gostava de te conhecer um dia.
Beijos
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